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História
O Sindicato dos Empregados no Comércio e Serviço de Ipatinga foi reconhecido pelo Ministério do Trabalho em 05 de Dezembro de 1985. Porém, a história do SECI pode ser contada muito tempo antes, pois o sindicato é resultado de uma série de lutas iniciadas em 1979.
Naquele ano, um grupo formado de trabalhadores e pequenos comerciantes se mobilizou para reivindicar o regime de semana inglesa, ou seja, a votação de um projeto de lei que regulamentasse o horário do comércio em Ipatinga, uma vez que não havia horário fixo para o funcionamento das lojas. Cada comerciante fazia o seu próprio horário. Os finais de semana e folgas, naquele tempo, não eram respeitados.
Em 15 de Maio de 1979, a Câmara Municipal de Ipatinga aprovou a Lei Municipal 644 que regulamenta o horário de funcionamento do comércio da cidade. Essa Lei, também chamada de "Semana Inglesa", estabelece que os estabelecimentos comerciais devem funcionar de 8h às 18h de segunda a sexta-feira; 8h às 12h de sábado; e fechado aos domingos e feriados.
Em 1984, um grupo de comerciários, insatisfeitos com as más condições de trabalho, resolveu criar a Associação dos Trabalhadores no Comércio. Apesar de existir até mesmo lei para regulamentar o horário do comércio, ela era desrespeitada por muitos comerciantes.
As primeiras reuniões eram realizadas às escondidas para que os patrões não identificassem os líderes do movimento reivindicatório. O medo de represálias e demissões justificava a precaução, uma vez que os ativistas não gozavam de estabilidade no emprego, como ocorre atualmente.
As sedes dos Sindicatos dos Bancários e dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose, alguns bares e ruas mais afastadas foram os primeiros refúgios do comando dos comerciários.
Com uma movimentação crescente da categoria, as lideranças resolveram criar a Associação dos Comerciários de Ipatinga, em 1984. Estava sendo dado um passo fundamental e obrigatório para a implantação da estrutura sindical definitiva.
Na época, a lei sindical estabelecia um ano de transição para uma associação de trabalhadores se tornar sindicato. Por esta razão, o SECI só veio a ser fundado no ano seguinte.
A filiação à Central Única dos Trabalhadores (CUT) ocorreu logo no processo de formação da primeira diretoria, reforçando o caráter de combatividade da entidade.
Mas apesar da grande conquista de ter conseguido o registro sindical, começam duas grandes batalhas: a sustentação financeira da entidade e fazer o sindicato ser reconhecido tanto pelos trabalhadores, quanto pelos patrões.
Ir para a rua defender os direitos dos trabalhadores publicamente, participar das atividades de outros sindicatos foram algumas das iniciativas que os então dirigentes do SECI tomaram para conseguir o reconhecimento necessário para se firmar enquanto entidade.
Desde a sua fundação, o SECI esteve presente em todas as discussões políticas que visassem a melhoria das condições de vida da sociedade. Compartilhar e participar de diferentes movimentos sociais é característica marcante da entidade que acredita que só é possível formar uma sociedade mais igualitária a partir de ações em conjunto.
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